Mais um
Nas lapides do cosmo
escreverei as dores
das relembranças perdidas
da vida e dos amores.
A mais bela pedida
será tua doce vingaça
fria, rápida, indolor
tão inútil quanto sem cor.
De nada adiantou,
o tempo perdido,
ou matar quem amou,
tudo se foi, ou partido ficou.
Mazelas constantes,
infligiram seu passo,
por mais que passantes
deixam seus traços.
Convertem a teu céu,
ainda assim sem razão
esperava com fé
sem ter nada na mão.
Não julgava o dar-te
tangia a emoção
subestimei teu amar
e fiz-me ladrão.
Furtei tuas lagrimas
e dei-te outras novas
ja não mais de paixão
de aqua, sal e ódio elas são.
Pelas letras perdidas
na glória das trovas,
a encontrar o perdão
ja abusava o coração.
Recolhi meu querer,
expurguei as memórias.
Sem medir restos,
Afoguei-me nos lastros.
Sem valor, dei valor
me fiz encantar
criei em ti uma flor
mas cultivei sem amar.
DC 28/12/3
escreverei as dores
das relembranças perdidas
da vida e dos amores.
A mais bela pedida
será tua doce vingaça
fria, rápida, indolor
tão inútil quanto sem cor.
De nada adiantou,
o tempo perdido,
ou matar quem amou,
tudo se foi, ou partido ficou.
Mazelas constantes,
infligiram seu passo,
por mais que passantes
deixam seus traços.
Convertem a teu céu,
ainda assim sem razão
esperava com fé
sem ter nada na mão.
Não julgava o dar-te
tangia a emoção
subestimei teu amar
e fiz-me ladrão.
Furtei tuas lagrimas
e dei-te outras novas
ja não mais de paixão
de aqua, sal e ódio elas são.
Pelas letras perdidas
na glória das trovas,
a encontrar o perdão
ja abusava o coração.
Recolhi meu querer,
expurguei as memórias.
Sem medir restos,
Afoguei-me nos lastros.
Sem valor, dei valor
me fiz encantar
criei em ti uma flor
mas cultivei sem amar.
DC 28/12/3
