Cala e canta (provisório)
Nada me é tangente que não me toque a alma, sem antes ser dormente, doente o sentimento que arrebata, tão só aspiração inquieta, que não deixa dormir, nem é completa. Quero saber quantos são os sonhos, daqueles que outrora eram santos, e eis que no devaneio da existência preferem os vivos aos mortos e anjos. Me contem a loucura diária de uma vida sem batina, com a fé do dia que nasce na empolgação da rotina; gira a Terra, gira o Sol, giro nela, sou peão, sem corda ou cordão, só giro pela tentação. Sempre chega o tempo, em que se vê além da visão, que sopra o vento da ilusão, e tudo é festa, é ventania; enquanto a vida for esta, cosntante fantasia, não há recado que cesse a angústia de ser só, mas se só vive em alegria ora! Então levanta, canta, pula, que teu dia é agora, não me escuta e vá embora, mostra ao Mundo pra que veio, que eterno é teu passeio e tua luta é brilhar!
DC 22/7/7
DC 22/7/7

1 Comments:
Esse é o preferido.
(Você já sabe disso, mas começo hoje a ler tudo de baixo pra cima, então vale reforçar.)
A 'melodia' agrada muito, mas não é só. Fico imaginando o momento criativo. A primeira frase é minha tradução mais sumária, e não teria como não gostar do giro do peão. A última, que eterno é teu passeio e tua luta é brilhar, é sonora, enche a boca, e deixa um sorriso no ponto de exclamação.
.poesia nascida em julho só pode ser poesia boa. ;)
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