Ossos do ofício
Calça suja de manteiga,
camisa mal passada.
O óculos que me cega
a sola que o sapato não tem!
O nó gordo e frouxo revela,
o atraso, o desleixo, a impaciência...
Fumaça já não tem o café,
e o gás da água levou a fé.
O cursor cintilante na tela,
parece contar meu marasmo.
As teclas são todas iguais,
e o tempo já me levou as vogais.
Nada é inspirador, perfeita harmonia:
estática, opaca, sem estilo ou magia.
Treze carros por hora,
os pedestres não somam vinte!
Quantos anos passaram?
Quantos foram enganados?
Pela janela ainda se vê,
o reflexo de um rosto, sem barba e sem prazer.
DC 24/7/6
camisa mal passada.
O óculos que me cega
a sola que o sapato não tem!
O nó gordo e frouxo revela,
o atraso, o desleixo, a impaciência...
Fumaça já não tem o café,
e o gás da água levou a fé.
O cursor cintilante na tela,
parece contar meu marasmo.
As teclas são todas iguais,
e o tempo já me levou as vogais.
Nada é inspirador, perfeita harmonia:
estática, opaca, sem estilo ou magia.
Treze carros por hora,
os pedestres não somam vinte!
Quantos anos passaram?
Quantos foram enganados?
Pela janela ainda se vê,
o reflexo de um rosto, sem barba e sem prazer.
DC 24/7/6

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