Acreditador
Milagres do mundo... causas perdidas?
Iluminação relampejante ao cair da noite...
Equilíbrio sobre a unha do dedo mínimo... do pé!
Fazer da rotina um absurdo mutante.
Um só Universo com milhares de palavras,
na busca pelas exatas, mergulho nas incertas.
Pensamento contemplativo ruminante... indefinido.
As suas idéias fluem, meio castas... podadas.
Porque então não fala, pede, suplica?
Não é de bom tom! Tom pastel, sem brilho...
A muito se vai longe o esplendor da luz.
O descolorido que a tudo tinge... nada explica.
Confia na fé única dos mortais: o sim e o não.
A verdade que senta ao meu lado mente, é astuta.
Mente brilhante(mente), que foge e aguarda...
Agora sem fé, a virgindade dos dias que virão.
E então, alguns iluminados dirão: sonhador
os céticos racionalistas intitulariam insano
Mas na essência, no começo e no fim, e para sempre:
serei na eternidade, apenas um acreditador.
DC 10/12/3
Iluminação relampejante ao cair da noite...
Equilíbrio sobre a unha do dedo mínimo... do pé!
Fazer da rotina um absurdo mutante.
Um só Universo com milhares de palavras,
na busca pelas exatas, mergulho nas incertas.
Pensamento contemplativo ruminante... indefinido.
As suas idéias fluem, meio castas... podadas.
Porque então não fala, pede, suplica?
Não é de bom tom! Tom pastel, sem brilho...
A muito se vai longe o esplendor da luz.
O descolorido que a tudo tinge... nada explica.
Confia na fé única dos mortais: o sim e o não.
A verdade que senta ao meu lado mente, é astuta.
Mente brilhante(mente), que foge e aguarda...
Agora sem fé, a virgindade dos dias que virão.
E então, alguns iluminados dirão: sonhador
os céticos racionalistas intitulariam insano
Mas na essência, no começo e no fim, e para sempre:
serei na eternidade, apenas um acreditador.
DC 10/12/3

1 Comments:
Fim da tarde cinza do primeiro ano que meu pai não completou. Zapeando os favoritos, vim ler teus versos enquanto me decidia pela aula ou pelo colo do meu travesseiro. Seguindo a ordem do que ainda não havia lido, cheguei aqui, e me surpreendi pela data. Eras tão novo quando estes versos nasceram! E novamente, por identificação, me proponho ao comentário - acho que não sou crítica de arte, mas da psicologia inscrita nela.
É que sempre me surpreendo ao ler dos outros palavras que eu poderia ter escrito. E num dia em que o cinza lá fora tem um tanto dessa insanidade que me imputam, e que eu costumo chamar de sonho, é uma réstia de sol saber que ainda existem outros acreditadores perdidos sobre o globo.
Parabéns pelos versos. Também.
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